quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Rosa

Jamais vi Rosa chorar,
não desses choros de ruína
soluçados aos prantos desespero
Nasceu para ser Heroína
e não donzela presa nesse nome de orquídea
Ela não quer namorado
só um amor estonteante
dons de mulher forte com título de flor
qual se aguarda mocinha meiga
facilmente manipulada, ora ora
Juro que nunca vi Rosa chorar
Sempre lá soberba curvada ao sol
Voluptuosa enrubescida feito veludo de sangue
prole perfeita de uma raça libertina
os dedos partidos expondo que veio grande
mas delicada com aqueles olhos de cristal anil
Rosa com vigor de campos inteiros
orquestrado em seus próprios raios e acalentos
com um jardim atrás do sorriso magistral
sorriso de tiro certeiro
A jovem Heroína da história não sabe de si ainda
não sabe de seus campos de vida enverdejados
de seus olhos de azul tulipa
do dorso arqueado amarelo margarida
nas curvas fartas do tronco da flor e aroma
não descobriu seu sorriso de girassol
vibrante cricrilando filas intermináveis de rapazes
mas meu deus que mulher linda...
E não chora essa rapariga!


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