terça-feira, 4 de outubro de 2011

O poeta




Não dá para saber com exatidão
Se meu romance com o poeta
É mesmo romance ou não
Nunca estou com os pés no chão
Intercalo entre o flutuar e
Dar três passos (mas)
Fujo quatro

Em cada canto surge um charme
Que arrasta o (meu) poeta embora
Isso fere meu coração e
Sangra minhalma
Mas não dá para negar que
O poeta que não é meu - e de mais ninguém -
Pertence ao mar

Pertence ao mar (mas)
Não a amar
Diz que sim, afinal,
Fantasma de poeta é amar em demasia
A verdade é que as palavras o provocam 
Os livros o devoram
E a alma do poeta não quer tais apegos mortais

E vai o poeta se achar no infinito
Embriagar-se de azul
De poesias e de cânticos 
Aguardando o ímpeto do sossego
E a temeridade das ondas enfurecidas
Vai o poeta desajeitado rejeitando o amor
De mil garotas desiludidas

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