segunda-feira, 24 de outubro de 2011

poeta IV

Sonhei com tuas amantes
me contaram aliciantes
que és um porto navegante
umas com desdém no olhar
outras me devorando o calcanhar
mas todas gritavam “evite esse mar!”
e eu tanto fatigo
sou mesmo feliz por estar contigo
mas faço jus aos dolentes castigos
que pelas tuas amantes fui deporta
do teu porto não a minha porta
onde talvez cairei morta
sentindo esse rancor passado
que me avisa do teu jeito amansado
o cara que de vários olhos é apossado
por isso te julgo cruel
com essa tua boca de mel
que me condena a um amor infiel
onde todas as mulheres são iguais
até em aventuras casuais
e, na maré de nossas lágrimas, defluais...



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