quinta-feira, 28 de novembro de 2013

II

Tornei-me templo esquecido
que sente dor e sofre escondido
abasteço-me do pouco que ainda me habita
do grande amor que em mim definha

Se me amas por que me feres?
vivendo de esperar
que de tanto tentar, desaparece
Paixão cruel que em mim perece

Constante inconstância, eternas dúvidas
Já não sou compreensão
tornei-me aquilo que mais temia
o desprezo de nossas vidas.

I

Será que te verei
será, meu bem
pois desde o último mês
sobre nós, nada sei

Cometerás novamente o sequestro
de meus sentimentos e roubar meus versos?
Cantarás nossa história
me devorarás com mais mistério?

Quem me dera tudo fosse assim
como escrevo todo o tempo
como labirintas em meu pensamento
quem me dera não termos fim

67

Há muito observo além
e tento compreender
as tuas linguagens
Através da sensibilidade
que não me pertence
vejo que como ontem
tu já não se amas
e que teu semblante confessa
o que teus olhos já condenam
Não és o definhar
és manhã e não o entardecer
como previamente anuncias
me aterroriza pensar
que aquela que me deu vida
a própria vida renuncia.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

006432137

Há em teus versos
algo te terno
e insensato.

[...]

Há em meu peito
miragens de milhares
de lápides em teu nome
de arcanjo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

18

Remanescem em mim lembranças efêmeras
tateando marcas da tua existência
és agora breve adeus.

Evoluída a minha memória
 retratos são inúmeros
silêncios exaustos
que gritam as tardes nossas.

O que serei da tua partida
caso eu te perca além da carne?
ah, ilusória retórica
que me condena à falsa liberdade.

Me castiga tal incoerência
ao sentir sincero amor
mas que desaquece
minha paixão fugaz

Tua imagem onipresente
em todo o quarto
um dia me fez feliz
hoje me faz escrava

Assim com teu breve adeus
garantisses um olá eterno.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Amei, amei, amei
de tanto amar
amargurei

recortes sem rumo

Tudo tão íntimo e distante
porém se por um instante
pudesse ter tudo que anseio
se esvairiam, os sonhos, de meu seio

sou e não desejo ser
mas sendo, meramente sou
o que condeno
abraçando o mundo
com meu corpo pequeno

o veneno de minha insólita carne
querer de tudo sempre
um pouco mais
e chorar um rio
por cada olhar

Vago, o delongado esperar
da liberta vida, tão íntima
e tão distante.

Vem comigo
no inesgotável ímpeto
vem comigo
não sentir tanto
não estar sempre
nesse triste pranto
ao descobrir-se
como inimigo

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Saudade de mim

Minha vida usual, com os mesmos repetidos padrões que eu colocara sem perceber. Toda manhã o café do mesmo bule e o mesmo cheiro de lavanda pela cama. Não exagero - diga-se de passagem que sou exagerada - mas desta vez quis ir ao extremo. Acordei com uma vontade seca que encontrei escondida embaixo da língua, vontade seca do que me faltava e que anseio quase aos gritos toda vez que percebo que não sou o que sou por direito de nascença. Não sou por bobagem, pois eu deveria, tenho o corpo e (às vezes) a alma que me foi entregue, mas não sou. Não sou eu, porém deveria... sim, eu deveria ser eu. Esta provavelmente é a hora que eu me pergunto o que sou eu, se não sou eu - adversidades - mas não possuo respostas. Simplesmente assim, sem muitas complicações além da fala, decidi ir ao extremo e ser eu. Subiu-me uma conturbação nostálgica dentro de mim, havia muito que isso não acontecia, havia muito que eu deixara minha vida no igual para igual. Sinto o quão comum é se perder, não me culpo por esquecer que sempre fui ímpar e não par. Me culpo pelo tempo tempo arrastado e agora provo dessas intermináveis horas de desculpa que tenho pela frente, o meu deleite. Assim, acordando sem aviso prévio para ser eu e no extremo de mim, lembrei-me do que amo: a poesia. E a pude ver, após muito tempo, em cada canto do meu quarto, em cada fresta de asfalto e em todo a sonoridade da cidade urbana.

domingo, 29 de setembro de 2013

Berço


Quem sou eu para entender as súbitas coisas que me ocorrem e que ao ocorrerem percorrem meu sangue? Se o que falo é confuso, ao menos saiba que eu vivo o que digo do mais metafórico jeito possível e vivo para compreender que eu jamais serei o suficiente para entender o que ocorre dentro de mim. E tento entender porque saber não me basta, eu sinto e preciso atravessar o que me corrói. E o que me corrói é ser muitas de uma só vez e assim sendo muitas, jamais conseguir ser boa numa. E eu sei que ao me ler é difícil perceber que meu jeito confuso de dizer só assim é por serem segredos e não histórias. Você acredita não me conhecer, sequer sabe o timbre da minha voz... mas eu me contei para ti e à noite gemo teu nome.  

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Peso

[...] Me lembro de nosso começo envergonhado, onde tudo nos era novidade e o medo era o que sentíamos. Eu mesma não conseguia dormir ao teu lado, precisava que tudo fosse perfeito e as poucas horas que eu tinha contigo te observava, estava apaixonada. Eu precisava de cada canto teu, cada segundo da tua respiração conturbada. Amava tudo em ti. Cada espirro, risada, história e as demonstrações de personalidade que você mostrava timidade e as quais eu ia tecendo minha manta sobre quem era você. Quem era você. Me doei a cada encontro, tentando te dizer que eu era diferente de tudo que você já havia enfrentado, eu queria ser única, especial, intensa e uma novidade perante tua vida que você tanto costumava reclamar. Eu quis te salvar. Te salvar da insensata percepção de que a vida é apenas isso, uma mera retrospectiva constante dos dias maçantes. Não, eu queria te mostrar que há muito mais dessa exuberante combinação de cores, cheiros, pessoas, momentos, histórias que chamamos comumente de... vida. Eu queria te mostrar a sinestesia, a poesia, a melancolia dos sentimentos puros, as noites embriagadas e o que mais quis te mostrar foi o amor. Aquele que sentimos sim, com a maior profundidade que nossos poucos anos de vida conseguem alcançar. Nos amamos nos olhando, nariz com nariz, pupilas com pupilas, mãos e mãos, pele e pele, nos sentindo um pouquinho mais, cada dia. Construímos uma relação como eu imaginava, única. E ao querendo te surpreender, eu acabei me surpreendendo também. Me surpreendi sentindo mais do que eu fui capaz, me entregando mais do que era e assim, sendo completamente tua. É claro que eu lutei e é claro que você lutou. Eu lutei para te conquistar, para te ter comigo, lutei contra teus atrasos e horários, lutei contra teu silêncio, lutei contra alguém que não queria ser meu. Você lutou contra tua barreira anos a fio construída envolta de si, lutou contra tuas verdades, lutou contra tua própria vontade de não querer se relacionar. Lutamos e até hoje não sei dizer se vencemos ou perdemos, mas estávamos lá. Eu e você, você e eu... num finalmente nós.[...]

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Hall

Eu nunca sei se começo a abotoar meus casacos de baixo ou de cima e deve ser por isso que minha vida é tão complicada. Não tenho certeza por onde começar e terminar e entre esses dois pontos equidistantes reside o caos que eu tento organizar - acredito que haja uma disciplina (quase inalcançável) no estrago, porém não há sina tão gentil para uma alma que nunca sabe onde está ou para onde vai. Navego às escuras, num mar interno que temo, pois assim como os obscuros oceanos da Terra, eu não me conheço por completo. Sou um poema sem forma e me habito integralmente, de dentro para fora. Uma viajante que observa, observa sua desordem e anseia o sublime de seus próprios segredos. Sou mesmo confusa, mas o que faz valer meus dias é minha sede constante e insensata do mundo e do amor. Meu amor, minha única certeza pessoal. Não fraquejo a fala e o passo quando necessito defender meu amor, este eu sempre prometo ser o mais puro, intenso, profundo e sensível. Adjetivos dispensáveis, pois até minhas palavras se tornam fracas diante de tal sentimento.
E assim como os botões de meus casacos, nunca sei por onde terminar meus pensamentos. Por favor, organiza-me, mente.

domingo, 2 de junho de 2013

1970

É verdade, mais comum do que você é ela. Pelos mais concretos e imparciais motivos, levada a crer nessa mente ordinária que a habita. Mais comum do que você é ela que observa em silêncio, que tenta e repete sempre e ininterruptamente demonstrar segredos que ninguém deseja perceber. Ainda mais comum do que isso é esse sentimento de diferença quando na verdade possui as marcas de uma identidade indiferente.  E o que a afoga é observar de fora o que arquiteta, como e quando começaram a se distribuir tantas certezas sobre ela? Certezas sobre ela que nada é. E tão instável, regurgita: sou a que mais e menos sabe sobre tudo aqui. Permita-se entrar, mas jamais entender ou explicar.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Mas todo amor

Eu vou te dizer isso apenas uma vez hoje, e não satisfeita, repetirei todos os dias enquanto estivermos juntos. Às vezes repetirei apenas com os olhos, com os beijos e também deixarei claro em todos os presentes aquilo que te direi apenas uma vez hoje. E saiba: repetirei pois não me canso de dizer, não me canso de você, tão pouco me canso de gritar ao mundo ou sussurrar em teu ouvido o que te direi apenas uma vez hoje, pois toda vez que deito no parapeito do teu corpo, olhando para a janela dos meus sonhos, noto que agora eles - meus sonhos - são realidade e reafirmo mais uma vez o que te direi, percebo o quão puro, profundo e assustadoramente novo é o que sinto, o que reside em mim como você, intacto em meu coração. Aqui vives em paz, mas posso estar enganada. Porém, do que não estou enganada é de que contigo vivo em tranquilidade, como quando finalmente você pega no sono e descansa, me sinto assim constantemente contigo: segura. Você é a minha calma, o que eu encontro todos os dias ao dormir e rememoro ao acordar. E é por isso que te direi hoje apenas uma e logo, inúmeras: Eu te amo.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Vago


Hoje acordei com a estranha vontade de degredar meus silêncios, atirá-los contra o recanto extenso que me cerca. Estive fechada, fria e por ora terrivelmente abalada. Seguiram-se lágrimas secas e um grito continuo que me feria os ouvidos. Não soube retroceder, pela primeira vez intercalada num finalmente e estreito impasse do que quero e o que tenho. Essa minha sede quente entornada na minha atual realidade: absurdamente satisfeita, indiscutivelmente vil. Gostaria, senhor, meu bem, ó... ser infinita. Disso não sou capaz, apenas elevo o que tenho, o que me pertence. Apenas transformo o torto no agradável, o azul num gosto fecundo e minhas tardes em memórias. Só isso posso fazer, pois aqui dentro definha uma alma ilógica e vaga. E eis meu pior castigo: essa solidão sem cura! Esse ódio pessoal, essa estranha que vejo ao olhar no espelho. Eu não me conheço. E rogo, peço, imploro por isso... por uma dose violenta de mim. Um reconhecimento visível somente aos meus olhos internos... Pois tudo que sei é o que amo e o que anseio. Os versos que me constroem estão aqui, os sinto... mas obstruídos por um desânimo, uma falta de acalento. Enganada pelo próprio desequilíbrio e esquecimento de mim... Ah, tão confusa. Talvez calada eu estivesse certa, mas a necessidade de vomitar tudo aquilo que me rasga é gritante! preciso mais de mim. E o temor me atrasa os dias, mas sei que a qualquer hora virá uma maré forte que me impulsionará e espero que minha descoberta seja extraordinária e grande. Afinal, de alma pequena eu não quero viver.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Novel

Se minto é porque temo - porém
não minto, porque te amo.
Te amo e ainda sim temo
pois te amo veemente.

Transborda-me amor,
se te peço pra ficar
me calo, basta-nos o silêncio
Caio, tropeço no novo mas
entrego-me todos dias
desde o primeiro, sempre
um pouco mais.

Meus anseios de ti,
o mais eterno alcanço
nas tuas terras conquistadas
onde moras, dentro de mim.

Amo-te e
de corpo e alma
me entrego e me
integro ao que sinto
que é tão palpável
quase visível.

Amo-te, não posso negar
Amo-te porque te amo
e não há nada mais incrível
para amar.

E eu brinco de desconstrução
começar pela lembrança e
terminar nessa minha dança
boba de palavras simples.

E eu brinco pois te amo
brinco pois contigo tudo é lindo
e o íntegro é tão raro
tão confortável. Eu brinco
mas não minto, é verdade
assumo: eu te amo.

E tentam destruir,
mas não me importa
pois não há como entender
meu imutável amar você.

terça-feira, 2 de abril de 2013

200

Às vezes amo-te tanto que absteço-me até de escrever, basta-me sim viver ao teu lado e ao pé de teus olhos (que não têm íris), entrelaçada em teu corpo quente, mergulhada em teu também sangue fervente que suja os lençois de minha cama de solteiro. E é assim que acordo pela manhã, satisfeita com o que temos e por ser tua. É tão difícil falar do real. 
Vieste com fúria e sem dó, não há nesta terra quem entenda o verdadeiro motivo de ter sido você. Eu apenas soube desde o primeiro dia que você me marcaria - e não falo apenas de marcas de cigarro - me habitaria e renovaria minhas concepções de sentimentos que já acreditava conhecer. A linha tênue que separa o palpite da certeza. Certeza. Acho que é o nome maior que me segue contigo. Talvez eu já não saiba poematizar, mas para que servem poemas se quando estamos sós, aos gritares silenciosos de meu travesseiro, dividindo-o ternamente, quando estamos calados - nesses maiores momentos - eu já vivo todas as grandes poesias? Por que deveria me preocupar com a escrita que no papel já não é mais minha, se eu vivo contigo os meus maiores sonhos? Tateamos terrenos novos e rimos quando batemos canela. Rimos. Rimas, rimando atrozes eu grito: nosso amor é uma das melhores coisas que já me aconteceram.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Ana


"Formidável era seu nascer, sempre entre retalhos de sua noite passada, amanhecia com a mais doce face cansada: ela era amante. Amante do dia, do sol, do calor e de suas rubras maçãs do rosto, vermelhas e suculentas. [...] Abraçava o mundo como se tivesse tamanho o suficiente para tal, sempre atrasada, tropeçava degraus abaixo e gaguejava degraus acima até sua aula. Estudava querendo entender o espaço, compreender a humanidade, entrar na vivacidade das cores e geometrias. Íntegra, amiga, forte, oriunda de sorrisos e gozos frenéticos e azarados. Brotou do coito detido entre dois amantes errantes, mas veio inteira, com vontade da vida. Era ela sozinha e de mais ninguém, uma laranja inteira que recusava metades, pois viver já lhe bastava. "


sábado, 2 de março de 2013

Entrelinhas de um cigarro


O que há nos jardins subcutâneos de meu corpo, onde não habitam pensamentos, apenas regeneram-se sentimentos? O que há entre as entranhas de minha carne, onde irracionalmente definho contra minha própria vontade? O que há no infinito do meu eu, que move-se tão violentamente contra meu ser? O que jaz agora que não sou íntima de mim?! Navego perpetuamente no meu universo azul.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

03

Tentei escrever e não consegui, não era possível. Partes de mim me fizeram crer que eu havia deixado de ser humana, deixado as minhas mais ordinárias qualidades até me limitar ao extremo da felicidade. Eu não me queixo, padeceria ao ínfimo do meu corpo e até o últimos de meus conscientes dias, feliz... mas como é estranho estar assim. Habituei-me à desgraça, ao torto, ao passo em falso do destino e à todos os socos na boca do estômago que a vida me dava. Habituei-me às lágrimas banhando meus lençois, à solidão diária e ao ruído irritante que eram todas aquelas risadas e fornificações alheias. E agora, quando abro meus olhos, careço da tua íris cansada me chamando para nossos beijos e sopros pelo corpo e penso: te amar é a minha calma. E ao contrário do que eu acreditava, a alegria pode ser minha real sina.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

29

Teus olhos são escuros, mas é neles que encontro meu mundo.
Pensei em escrever hoje, escrever o que anda habitando meus pensamentos, rondando minhas neuroses. Pensei em escrever e descobri que não o conseguiria através da poesia, talvez um artigo, um bilhete, uma matéria no jornal. Uma eclosão de pensamentos pela falta de sentimentos que tenho por todos. (A não ser por ele que mora dentro de mim). Pensei em escrever e falhei, meu abismo entre minha caneta tinteiro imaginária e o papel virtual. O abismo entre o que calo e o que preciso gritar - sempre fica algo engasgado no meio do caminho e minha garganta entupida dói a cada novo olá. Pensei em escrever e assim pensando, falhei... acabei por não escrever nada. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

99 culpas


Minha vida tem traços simples, cores fortes, ordinárias e nada ornamentado. Não procuraria os detalhados de meus cantos se minhas lembranças são tão simples. Eu vejo um mundo nebuloso, com segredos intrísecos e amores insanos. Eu vejo o suor e o desgaste escorrer pelos poros, eu tenho a fome de arte e a vejo pelos meus milhares de olhos.  

Jamais entenderão os grandes loucos suicidas debelados que me cercam, jamais entenderei as tramas, intrigas e a sede de ser conhecido que tantos têm... Eu que só sou uma pequena menina perdida e achada dentro de mim, sempre entre meus céus e o universos onde vejo a grande beleza ímpar de se estar sozinha e vazia a par dessa multidão de bocas, bocas e bocas. 

E é por isso que colorirei o que vejo e o que sinto
em meus traços tortos:
nossos sorrisos mortos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

02

Como amar a arte e não desejar morrer todos os dias por viver uma vida extraordinariamente miserável?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Retrospectiva


Me dói, me dói toda a falta que me causas. O espaço que deveria ser preenchido com teu cheiro, tua pele e nossos beijos está vazio. Tudo por culpa de nossa persistente mania de distância, tememos aproximações, toques e olhares. A cada novo encontro, parecemos regredir ao primeiro, com a mesma vergonha que tínhamos antes de eu ser completamente tua, antes de te ver exposto e me deixar exposta ao amor. Maldita hora que me deixei te amar, maldita hora em que aceitei a dor! Tão evidente sofrimento que se aproximava... porém me entregar era inevitável, um dia contigo valeria o mês de lágrimas... mas tudo que me resta agora são elas, salgadas e doloridas, rememorando toda a falta que me fazes como se fossem fotografias. Repito os dias e encontros intermináveis vezes até conseguir pegar no sono, e durmo assim... banhada nas lágrimas que me trouxeste quando aparecesses em minha vida provocando o maior de todos os caos que já  havia enfrentado. Durmo e a minha sina continua pois: estás nos meus sonhos também.