terça-feira, 11 de outubro de 2011

Véu de mel


Machuca! E eu gosto
 toca beija arranha puxa
Morde forte
Diz que me ama
Verossímil me submerja
Me penetre com língua e dente
Mente se quiseres mas mente quente
Junta na brandura a bravura
Dos teus braços rijos
Deixa! Deixa me explorarem
Arrancando a pele arqueada do dorsos as tuas unhas
Tira de mim pedaço
Abre meu peito
entra e aqui sê
Gosto forte impiedoso adentrando meus lençóis
Deslavados carnais sem máscaras carnavais
Quero que como Casanova na gôndola tu me explores
De cima para baixo me devorando pelas costas
Da beirada à consumação da casta
Rasgada penetrada consumida como um animal
Amada possuída como ardor de flor
Me ame assim com amor cruel
Amor no véu atado até as pontas
Com rastros inteiros de sulcos fundos
Expondo à todos nossas epopeias obscenas
Nossos pecados humanos pelo corpo atroz
Mostrando à todos que até a mais delicada pétala
Pede ao sol todo dia uma mão feroz

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