sábado, 1 de outubro de 2011

Nicole


Dói, mas não por saudade. Dói por teimosia. Impertinente e maldita insistência de não aceitar que tudo aquilo que nos unia hoje nos destroi. É uma paranóia meio ditada por esses pensamentos masoquistas que eu nem ao menos sinto vontade de me livrar. Não dá para voltar atrás, desdizer as coisas que eu não devia ter dito e dizer aquilo que faltou falar... É triste porque na prática segunda chance não existe. Fico aqui tragando ar esperando quase desesperadamente pelo tempo que não passa, pela cura desse mal que me causei. Vivo me perguntando por que Deus permitiu que eu chegasse onde estou, mas sei que isso é desculpa, colocar a culpa em qualquer coisa ao invés de admitir que o caminho até aqui fui eu quem abri, fui eu quem tracei. Foram com meus próprios pés que cheguei aqui, fui eu quem me amaldiçoei, me roguei pragas e me trouxe essa solidão seca e desgostada. Nenhuma lágrima sai e nem um sentimento entorpecente de arrependimento me dá luz ou qualquer esperancinha medíocre de tentar mudar, levantar e dizer basta. Só consigo esperar o tempo. Ele sim irá me salvar.
Mas quando? Eu preciso respirar, eu preciso de um ar, eu precido dar de cara numa nova paixão. Eu preciso fazer certo dessa vez.

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