sábado, 1 de outubro de 2011

Contrassenso


Pensar em você é o mesmo que querer que minha dor não cesse. Acho que é por isso que eu não escrevo poemas, poemas são bonitos... Até bonitos quando sofrem. Mas todos os sentimentos e pensamentos relacionados à você transformam-se em prosas sujas e feias. Porque o que tivemos e o que seremos jamais será outra coisa além de um monte de porcaria sentimental sem sentido. Não é rancor isso tudo que eu guardei, é decepção... Decepção de lembrar que um dia eu te tornei o maior dos meus segredos, e que hoje você é uma das minhas piores memórias.
Eu jamais esquecerei nossas tardes de domingo, foram tantas, meu bem. Brincamos de mentir um para o outro em todas elas, das formas mais sutis e interessantes que alguém comum poderia imaginar. Brincamos de mal me quer, falamos sobre a vida e planejamos muitos futuros juntos. Comparávamos nossas mãos, colávamos nossos corpos, era bonito e eu estava apaixonada.
Eu quero que saiba que eu precisava ir embora, desculpa se foi tudo precipitado... Foi preciso. Nós dois sabíamos que o nosso nós não iria sobreviver por muito tempo, arrastar nossas mentiras e nossos beijos desgostados por mais dias só nos iria trazer aquela sufocante sensação de vazio cheio que eu tanto odeio. Mas sinto por ter te perdido, não você a pessoa com que eu trocava toques e me satisfazia, mas você meu amigo que antes me ouvia todos os dias e se enchia de todos os meus problemas banais. Sinto por ter esquecido o quanto um dia, para mim, você foi importante.




Por mais que eu tente, meus textos sempre saem assim... Um monte de palavras e contradições sem sentido.

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