segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

03

Tentei escrever e não consegui, não era possível. Partes de mim me fizeram crer que eu havia deixado de ser humana, deixado as minhas mais ordinárias qualidades até me limitar ao extremo da felicidade. Eu não me queixo, padeceria ao ínfimo do meu corpo e até o últimos de meus conscientes dias, feliz... mas como é estranho estar assim. Habituei-me à desgraça, ao torto, ao passo em falso do destino e à todos os socos na boca do estômago que a vida me dava. Habituei-me às lágrimas banhando meus lençois, à solidão diária e ao ruído irritante que eram todas aquelas risadas e fornificações alheias. E agora, quando abro meus olhos, careço da tua íris cansada me chamando para nossos beijos e sopros pelo corpo e penso: te amar é a minha calma. E ao contrário do que eu acreditava, a alegria pode ser minha real sina.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

29

Teus olhos são escuros, mas é neles que encontro meu mundo.
Pensei em escrever hoje, escrever o que anda habitando meus pensamentos, rondando minhas neuroses. Pensei em escrever e descobri que não o conseguiria através da poesia, talvez um artigo, um bilhete, uma matéria no jornal. Uma eclosão de pensamentos pela falta de sentimentos que tenho por todos. (A não ser por ele que mora dentro de mim). Pensei em escrever e falhei, meu abismo entre minha caneta tinteiro imaginária e o papel virtual. O abismo entre o que calo e o que preciso gritar - sempre fica algo engasgado no meio do caminho e minha garganta entupida dói a cada novo olá. Pensei em escrever e assim pensando, falhei... acabei por não escrever nada.