segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Praia

onde o céu diflui com ondas quebradas e
grãos roçam entre dedos
fazendo minha condenação brilhar
dormiremos

embaixo e em cima de estrelas decadentes
com respiração embaraçada e quente
relembrando velhos poetas consagrados
dormiremos

a dor será arrancada do meu peito
- se você me cuidar -
os piratas fantasmas me furtarão ela
se beira praia eu bobear

abrirei os olhos com ainda sono entre eles
e você desperto contando fadários em céu nublado
com a mente sempre enevoada
perdida em tuas trevas particulares
quais tu não me permites adentrar

às almas talvez poetas que não puderam existir
deixaremos de herança meus choros
sacrilégios do meu(teu)pequeno ser
pois foram caladas, assassinadas...
cobertas de mentiras e neblina de olhos esfumados
que fingem que as esqueceram

os piratas fantasmas venturosos com a dor roubada
cativarão oceanos inteiros embriagados
solenes levando ao fundo do mar esse tesouro
esse segredo essa maldição
dita e relida mas
somente aqui
escondida

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