segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Retalhos

05:32
Te devo sorrisos.

05:55
[...] Ou talvez eu dramatize tanto a minha vida que tenha acreditado em todas as suas palavras. A vida parece me zombar, minha forma utópica de transformar tudo em amor. O que seria de mim, o que eu seria, senão a crença?! Eu me abasteço sim da esperança em dias melhores, pessoas maiores. Eu realmente acredito na alma... e a tua, a tua alma de cenho franzido me encanta. [...]

06:12
Só não volte se for pra partires.

É tudo assim tão bonito, mesmo nas canções mais tristes que tanto insistes no teu violão

Às vezes me perpassa você, uma grande nostalgia que habita meu ser;
sussurras nossas histórias e todas as outras coisas que poderíamos ter feito;
eu te olho tão fundo, quase te entro, e ao contrário de ti respondo em grito:
agora, meu amor, agora é tão tarde!



sábado, 10 de novembro de 2012

Aos que percebem


Venho a ser o amar livre
que de tão passível, renego
peço para me teres junto ao peito
para que eu possa ser só tua
e me entregar sublimemente

navego inconstante em tua íris
barrada pela fúria de teus braços
que não me permitem o teu corpo
sequer resquício de qualquer segredo
tu, sem perceber, me nega o nós

você some, se esconde do mundo
e eu crio um universo tranquilo
onde podes enfim descansar da tragédia
que tem sido nosso incessante viver
mas espero-te, entardece... não apareces

e ainda com todos os silêncios, fugas e ausências
és tu quem me furta sorrisos e vontades eternas
não quero ser o amor livre,
mas me envolver em ti,
e fazer aí meu lar.


"Às vezes me sinto patética por te gostar tanto, mas és inevitável. Teu jeito hesitante me conquista de formas desmedidas. Teu corpo e tuas palavras gaguejadas, infinitas marcas. Infinito. O teu adjetivo perfeito. A infinita dúvida que tatuas em mim, meu infinito apaixonar... e mesmo que eu procure pelo profundo e palpável, quero-te... e temo o teu ser insaciável, indecifrável. Eu temo que não sejas capaz de amar. Mas lembro que te endeuso, és apenas humano e sujeito à qualquer desastre trivial, talvez a verdade seja mesmo esse meu medo dissimulado do teu eu não se atrair pelo meu..."

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Novembro


Será que só eu estou achando
que novembro tá muito estranho?
era para terem beijos deleitosos 
e amores e carinhos e afagos
com mordidas e olhares de ternura

Mas não, tá assim nublado
com conversas corriqueiras
e pensamentos conturbados
deixando-me com vontade de ti
sem te ter,

E teu silêncio me mastigando
minha saudade apertando
sem sonetos
sem segredos
só desejos
de você

Novembro tá muito estranho
cadê você deitado na cama
feito gato dengoso
debruçado com ronronos
me chamando?
cadê teu bom dia no pé do ouvido?

Não aguento mais a nostalgia
que me pega e guia receosa
e olha que hoje é apenas
a primeira segunda do mês
Sus[piro]

Eu aqui querendo um sossego
rock na cabeça e frio nos pés
pra acordar de manhã com você preparando o café
acalmando minha pressa
me beijando a nuca
com a mão no meu ventre
mordiscando minha orelha
sussurrando “vamos, moça”
me levando pra cama
com corpo e mãos quentes
eu aqui desejando palavras tuas

Mas não, novembro tá estranho
e me furtando as noites
minhas noites de insônia e vigília
nas bobagens da minha tristeza
minhas noites da tua ausência