segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O escritor

O escritor que dizia
que meus dramas eram exagerados e
meus sofrimentos desnecessários
Dizia que meus trejeitos eram desalinhados
mas meu corpo esculturado
O escritor cheio de modéstia
me deu a estrela Betelgeuse
Me buscava em casa
com seu carro azul
só pra me ver aborrecida
Me acordava à noite
pra falar da lua e exclamar:
“Mas que puxa!”
O escritor tinha cara de homem,
coração de jovem e
alma de criança
Não acreditava em amor,
Mas, por ironia, tinha o meu.



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