segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Servidão

Oh, queima aqui, oh
No início da garganta
E formiga a boca
Sofro de vontade de falar
Mas não consigo
Falho, aguo, grito!
Me rasgo
Das unhas à carne
Sedenta
Mas pobre, coitada
Mantenho-me em cativeiro
Dentro de mim
Pois não posso confessar
Meu pecado
Meu pecado!
Pequei, pequei!
Disse que não o faria
Mas
inevitavelmente
Eu morro de ciúmes de você

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