terça-feira, 15 de novembro de 2011

O poeta IX

Que nem barco em maré rasa
Te esperei por muito tempo
Será verdade quando dizem
Que atrás de um amor verdadeiro
Há uma história de sofrimento?

Pois não fui eu quem disse
Diversas e bucólicas vezes
Que sou eterna insatisfeita?
Mas me aparece você sem avisar
E sem dó nem piedade
Vem aqui e me satisfaz

Silencioso e perverso
Como um plano previamente
Arquitetado  
Fez-me retroceder
Depois querer
Sem pensar no teu passado

Mas é veraz
Insípido, e honorável
Não dá para se querer um novo amor
Cometendo as mesmas falhas
Por isso que dei-me à ti
E junto, o meu carinho

Então,
Deixa de ser bobo
Confia logo em mim
Quando eu te digo
Que confio em ti

Nenhum comentário: