segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Desditos

E por medo de sofrer
Eu me nego ao mundo
E por dor
(de sei lá o que)
fico vagando-me
e seguindo os alagados
bebendo do clandestino líquido
escorrido de seus sorrisos
embreados de suor e
calúnias!
No fundo, sei que isso é amor
Mas percebo, peso, calo
Pois o arame farpado
Do meu interior
Que dói e me esvazia
Junto a vozinha estridente
sequestraram da minha garganta
a amada e heroica aguardente
fazendo escândalo
e causando tumulto
num oceano de calmaria
e pacífico de confins
convertendo-me em anedota
pobre de palavras
e rica em desgraças

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