sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O poeta X


Peregrina pelo ar
Bailando a valsinha triste,
de teus lábios
vai embora,
que resta agora?
Se não os meus
Beijar-te os teus
Se não as minhas
Entre as tuas.

E a fumaça me agarra
Me prende e me puxa
Pros teus olhos mansos
Levar-me ao engano
De me dar-te por completo
Não há o que fazer
Quanto teu corpo
É a única saída

E me atenho, me entrego
Me puxo, me esfrego
Sem medo, sem dano
Me sabotando em segredos
Pois não te conto
O que na verdade penso

Penso no tempo perdido,
Às vezes, não minto
Só que penso muito mais
No nosso tempo que ainda está por vir
Porque temos muito tempo
Por isso me acanho
Me tens ganho
Nos teus braços
Milhares de laços
Me aninho

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