quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Maquinaria

Amor como dela linear
Simplesmente não dá
Eu amo em três dimensões
E ainda por cima
ela ama no particípio, como pode?
Eu amo no gerúndio!
Ela havia amado
Há sempre eu amando!
Deve ser do veneno que tomou
Aquele além-mundo repleto de amor próprio
Criando uma órbita em volta de si
Onde ela é a estrela central
Só que a sua galáxia é acessória
Isso a faz feliz
Pois se a primeira satisfizesse
A segunda não existiria
No fim das contas o linear
A enche de orgulho soberbo
Porque eu avisto naquele sorriso
Um plano cruel em andamento

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