domingo, 4 de setembro de 2011

"Ela tirou toda a roupa. Queria ficar no limite. Fechou a porta e silenciosamente passou a tranca. Não sabia se era a adrenalina que subia pouco a pouco ou se realmente a chave gemeu ao deslizar pela fechadura. Seu coração batia em todas as extremidades do corpo. A cadeira fodia um sapato que timidamente tentava chupar uma toalha lilás. A luz que vinha do abajur era quente e penetrava sua pele. Parecia uma daquelas febres que queimam o interior dos corpos. De dor ou de amor. Uma convulsão erótico subitamente possuiu seus braços, suas pernas e o que restava da cabeça. Ela escorou a barriga no parapeito e seu peito na madeira gelada. Os cabelos, longos, loiros, escorregavam para baixo, enquanto seus olhos fitavam o asfalto. Todos os prédios vizinhos acordaram com sua risada explosiva. Era um gozo profundo. Uma mistura de droga lisérgica com sexo tântrico. Mas nada havia naquele momento. Ali, dentro dela, não tinha espaço para anfetaminas. Muito menos para membros masculinos. Era a transa dela com ela. Ela no transe dela."






http://fatoseformas.blogspot.com/2009/08/ninfos-ninfas-e-o-que-mais-vier.html

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