sábado, 10 de setembro de 2011

Labirintite



- Ando confusa esses dias. Você não me compreende!
- Blábláblá, tudo é você não é não? E eu, querida, e eu?!


Você não vê como eu vejo. Molho meus lábios no vinho, bons tempos aqueles em que eu não amava ninguém. Estou fedendo a cigarro e me forçando sorrisos idiotas no rosto. Como uma tartaruga que se esconde em seu casco ou um caracol que possui a sua concha, recolherei-me dentro de mim até que essa dor presa no pescoço suma. Se ao menos eu me entendesse um pouquinho mais... Como se achar sem nunca se perder?


- O que você está fazendo? - Você perguntou empurrando minhas pernas para sentar no sofá.
- Tentando deduzir se me ama de verdade.
- Você está duvidando da minha palavra?
- Não, me desculpe. Estou tentando deduzir se me ama o suficiente.

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