sábado, 31 de março de 2012

Temo


serei eu eterna escrava de tudo que temo?
inseputável planície imaginária qual sinto
a dor do leito onde tenho que reviver
o terrível te esquecer cem mais vezes
mas cem mais vezes te esquecer
me dói menos que a realidade dos dias

Que martírio será esse
que teme o dormir,
porém teme muito mais
o acordar?

o eterno desgosto de viver ao
lúcida ou desacordada continuar a te amar
de olhos fechados até te tenho
desde o primeiro doce sexo
até o último amargo beijo
da forma mais cruel
te tenho só em sonho
e em sonho você sou eu
na cópia mais fiel
resgato o corpo teu no meu

mas temo mais em cada sonho
que acordo com a mais vívida lembrança
esperando que o despertar encontre
cem mais vezes o te superar

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