terça-feira, 13 de março de 2012

Como vencer o oceano


Gama em síntese de meus jardins subcutâneos
sou a Dama Azul que implora socorro!
À noite em brinde de bocas alcoólicas
que nos recuperam o atraso de sorrisos desvanecidos
nestes lábios secos por Poesia que não rejeitam mais
nenhum choro. Tão Belas as singelas suavidades de
nossas dores, mulher dos olhos também roubados!
Na desculpa do acaso, tropeço em novos contos
com a esmera espera de desviar do equívoco
de contar novamente meus segredos ao Mar.

Aurora que anuncia Liberdade, ergue em voo a soberba
do mais Belo pássaro dos céus. Minha síntese é cadente
pois guardo a beleza de um sofrimento silencioso
após desistir da derrota, Ó pátria do sentimento!


Mas não resta-me senão respostas com igual silêncio aos teus.
E deste abandono, ergo-me! Ergo-me como posso,
pois ergo-me e permito-me recomeçar.

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