quarta-feira, 28 de março de 2012

O poeta morreu!


Enquanto a madrugada vai embora
O céu me traz as boas novas;
Está frio e o poeta morreu!

Por quantas praias aos domingos percorri
Buscando inutilmente resgatar sua última lembrança?
Que agora desfalece em um sorriso
Está frio, é passado, ele morreu!

Deixei memórias no parapeito e pela rua
É impossível fingir que em tudo não há uma explicação
Até as cortinas em poesia fazem sentido
À nós e também à elas que sentem os meus versos
Umas tristes, outras mais tristemente
Rindo de mim! A donzela que se fez vilã

Crédula, amei tanto sem saber
Que de amar há como se morrer
Porém meu coração agitado
Está feliz agora que o poeta jaz em mim!

Mas o pequeno metal retorcido sabe mais
Que muita gente e pesa mais
que muita coisa... 

Notória a bagagem que trago
Com tanto amor preservado
E lágrimas de paz
Pois o poeta morreu
E sobre esse sofrimento
Não canto mais!

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