quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O poeta XI

Subjugo meu ser ao foco
Do horizonte por vir
Nunca gostei desta expressão
Mas não há nada que eu possa fazer
Quando tudo que resta,
É a ti me doar

E bisbilhoto minhas gavetas
Que palpita, borbulha
Me grita,
Eu te amo!

Te amo além de gramáticas
E amo atônita, querendo mais
Devotando
Íntimo e corpo
E duas vezes,
O eterno
Amarei-te também

Nos resta, mas não por fim
O infinito
Nos resta o céu,
Nos resta o mar
E se não nos bastar o azul
Também o dourado de fim de tarde
O laranja das manhãs
E todas as alucinações
Onipotentes
E dispersantes

Mas estigmatizo o lírico
Não por medo, não por falha
Mas clave esfinge
Desse teus olhos enigmáticos
Ferozes e famintos
De quaisquer outros sentidos

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