sábado, 10 de dezembro de 2011

Marinhos


Perdi-o
a felicidade,
mas deixei nós frouxos
E a garganta seca
Pronta para a volta.
Contudo
A maré baixou,
E o céu chorou.
Mas ele,
Ele não voltou...

Minhas lamentações e
Promessas despedaçadas
Cacos em mãos,
E meu coração
Desnudando
O azul,
Em degrade
Pois foi-se as cores,
E a sensações
Que todos os dias,
Me trazias

Aguardo teu perdão,
Tanto quanto
Aguardaria nuvens brancas
Depois da tempestade
Ou, até mesmo
Chuva de verão
No fim de tarde.

Queria entender,
Porque meu desapego
Não funciona contigo,
Porque será
Que tu tomas meus sonhos
Como amparo.

Mas depois de quatro estações
Sempre há uma esperança de volta,
Uma toma de olhares fuzilados
Atrás da tua música
Em cima do palco
Me mostrando meus erros
Como golpes certeiros

Me fazendo entender
que a tua volta
depende da minha morada
dentro de ti.

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