quarta-feira, 10 de junho de 2015

Alma

Em sonho observo os dias
iluminados pelo amor não mais vivido
Em rezas trago sagradas preces
de um passado irresgatável
De cama, me possuo transbordada em cólera.

Só.
no vazio de meus lençóis
sem nossos corpos quentes uivando
o canto daquela história tão bonita.

Calada, desabitados estão meus olhos
Após esgotar tudo de amável que me pertencia
Pois tu – encarregado de meus sorrisos
Foi embora, acinzentando meus dias

Ah, pobre poesia
Afetada pela minha ferida
Descobrindo que jamais serei a mesma menina
Porque sofro de amor
Sofro sozinha. 

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