terça-feira, 1 de abril de 2014

Etéreos

Meu sossego é dormir em teu peito,
onde fico a cochilar no Vai e Vem da tua respiração
Suspiras em uníssono tantos sonhos quais percebo
Ao olhar para o teu cenho, que franze toda vida
Você faz barulhos dormindo,
enquanto eu fico a observar que teus lençóis
são nosso lar.
Se tento sair de teus braços, não me deixas
Me apertas para mais perto, enfiando meu rostinho
em teus cabelos.
Teus dedos percorrendo o caminho de minhas costas
Enquanto, em passo lento, o dia se desfaz.

Por instantes posso perceber que ao finalmente adormecer
De dois tornamo-nos um, eternos azuis desmanchados em descanso
após amarmo-nos por inteiro.

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