segunda-feira, 2 de abril de 2012

Verônica

As águas do Verão
verão Verônica partir
E as restantes estações
a falta de Verônica irão sentir!

Verônica imaculada, distâncias
de campos verdejantes, etérea beleza
da quente manhã que é sempre pura
És incomparável! És a natureza!

Ah, Verônica, o outono chora suas folhas
o inverno alaga areias, congela mares
e a pobre primavera se envergonha de suas flores
sem teus olhos, Verônica! 
para as mais vívidas cores lhes dar.

Tua presença, Verônica, é o próprio sol oracular
que tudo ilumina, santifica e aquece
És a esperança de um seio maduro
que rega os amantes com seu liquido
A suma flecha do cupido!
Verônica, és o amor realizado! Crueldade
És a bondade, o supremo do desejado.

Mas partes junto ao Verão, Verônica
entristece todos os beijos e abraços
deixa-os em retrato, condena-os a te ansiar,
Verônica, partes! deixa-os no aguarde
do próximo ano, tua volta divina, Verônica!

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