quarta-feira, 24 de setembro de 2014

201403

Não sou capaz de te esquecer, ainda que te esquecer não faça parte de meus planos. Ainda que meu plano maior não tenha sido promovido por mim, mas pelos meus castigos. Perpétuos na minha imagem refletida distorcidamente em qualquer espelho. Minha não capacidade em te esquecer me torna fraca? Questiono. Libero a fúria de um coração calado pelos olhos lacrimejantes. E, embora eu diga sempre saber do que me habita, não sei como tua morada em mim tornou-se perpétua. Não sou capaz de te esquecer. Mentalizo a possibilidade de teu esquecimento ser parte da lembrança do "amar-me" que meu ser luta violentamente contra. Talvez tua estagnação dentro de mim seja meu verdadeiro cárcere. Lembrar que te amo é aceitar que sou pequena e não mando em mim.

Um comentário:

Gyzelle Góes disse...

Marcela, seu cárcere eterno será sempre a poesia. Ela está em você, ela é você.