terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Canções do dia-a-dia

Que transbordemo-nos antes que o céu se encerre
Vocíferemos, antes que a alma definhe em misérias
de um ser sem amor.

Exaltemo-nos em intermináveis noites de jubilidade
pois nos há o tempo presente onipontente, aguardando
o deletei da ousadia.

Libertemos nossos corações destes cárceres,
que se dizem perpétuos em angústias e desgostos de
nossos sorrisos esboços que não se entregam.

Outrora tivemos mentes e íntimos despovoados
esquivando-nos da claridade que a beleza nos traz
pelos equívocos de dores antigas.

Estou certa das ruínas e esquinas da remota vida,
mas permanecem nossas obras, transpostas em
poesias, músicas e fotografias.

Salvemo-nos das coisas frívolas que nos rogam,
das tristezas profundas que sempre voltam,
Salvemo-nos desse nosso medo do amor.

Um comentário:

Guilherme disse...

O medo de ter medo
O medo no Amor aceso
O medo no Amor rogado
no tempo espírito apagado
na Alma a liberdade presa.
no peito coração parado.
O medo não se põe na mesa
Nem deve ser declarado
A não ser pelo que tem clareza
de que o medo no Amor é inventado.