domingo, 19 de fevereiro de 2012

Azul imperial

Sim, Citaram-me o tempo e as horas,  
E por esses dias, tenho declamado
A existência real desse dilúvio
(creio que existem
muitos novos rios
regados de minhas lágrimas)

Mas, estão aqui, em mim
As novas vozes e confins
Estou por ver campos florindo
Tão bem incertos de ruínas futuras
E novos amores
Novos amores
Estou por sentir as próximas estações
E saboreando os vinhos frescos
Que correm pulsando desesperados
Em veias fartas de bocas que desconheço
E corações até então despovoados

São em águas novas que me banho do que está por vir
Aguardo, pelos Céus! Aguardo os novos corpos
Até mesmo os novos prantos
Em prontidão de faces e esplendores
- que me venham logo!
E que me afoguem sem pressa...

Um comentário:

Brunna disse...

E que me afoguem sem pressa!