sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O poeta XIII

Eu sei de muita coisa, mas,
Meu bem, não sei de tudo
Vivi muitas histórias, mas
Foram tantas, que são poucas.

Sei de gostos de diversas bocas,
Camas foram poucas, mas
De tantos amores e paixões
Fiz-me louca.

Ah, se eu parar pra contar
Tantas ruas, segredos e memórias,
Se for pra remorar cada santo dia,
A noção do tempo me perde, silencia.

E digo-te de passagem,
A minha sublime verdade,
Que foram sim, muitas idas e vindas,
Para meus poucos anos de bebida,
Poucos anos em mãos, muito cansaço da vida. 

Digo-te afobada,
Digo-te em unissono,
Digo-te que te amo.

E que por saber de tantas bocas e perfumes,
Por ter contado estrelas acreditanto em promessas,
Sei que é em ti meu caminho certo,
É você, poeta, quem quero.

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