domingo, 15 de janeiro de 2012

Ariel

I.
A espera do alcance da primeira onda
À margem sólida de areia bifásica,
Derramam sobre ela o líquido do amor
Em muitas noites continuas
De isolamento íntimo.

II.
E o diluvio desce sob
As pálpebras
De constante adoração
Aos navegantes perdidos
Nos afogamentos da memória,
Sois bússolas da quimera,
Onde devaneiam,
Mil cantos de sereias
E dissimulações severas.

III.
- Sois, por hora, núcleo divino,
Em maré baixa, poemas edulcorados.
Palavras à não ti ditas.

IV.
Sina de quem morre por amor de poesia,
Carrega nos ombros a dor de quem chorou calado,
Pelo passado superlotado,
De recordações que não se apagam.

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