segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fatalidade

Mais que imperfeita
Sou o vício ostentado de olhares
Sou a contradição casta de palavras
Sou a ausência de expressões
Incoerente
Vivo trancada em minhas verdades ocultas
Outrora a silhueta de histórias longínquas
De noites de bebedeira e ópio e sexo e fervor
Imaculada de sangue palpitante entre os seios
E o esplendor da luxúria quando
Mesmo ela,
Renuncia-se por um carinho seu -
- Que navegas com tanta vontade entre minhas pernas
Perambulando meu reino oracular antes que me confundas
De tanta paixão e vontades, ergo-me
Entrego-me
É fácil viver quando o amor não te move
Sonhamos nós
Em manifestações de desgraças supérfluas
Sonhamos nós
Asonhados
Assombrados
E assim pisaremos afogados em cacos quebrados
Com o sangue divino escorrido
Em lençóis freáticos derramados pelos nossos olhos iluminados
É a sina perfeita
Da criação da desconstrução
Da ode ditada por ódio
Consumida pelo beijo, pelo toque,
Escorrida entre as molezas do bem-querer amor
Adentrando fundo cavernas semi exploradas
Penetrando impetuosamente
Tudo
Somente
Para lembrar-me
Que sou menos minha.



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