segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sempre acreditei mais no amor que em qualquer religião, jamais cri na imutabilidade da ciência ou na nobreza de um sentimento que não fosse ele a mais pura evidência do amor verdadeiro. Nasci para isso, amar e ser amada, do jeito que dor, intenso, obsceno, ingênuo, philos, eros ou ágape. E é assim que me mantenho: eternamente apaixonada. Não preciso mais do que um amor, até mesmo os corriqueiros, bate boca de esquina e olhares estranho me chamando. Não importa, desde que seja amor...  Amor que me move e alimenta. Amor e amor. Me perguntam como posso não sofrer e eu pergunto de volta por que o faria se a felicidade da lembrança é maior que qualquer dor de perda? Se a qualquer hora eu esbarro em um novo amor para novamente me aquecer do mais íntimo sentimento? Me apeteço dos que se fazem mistério, dos que todos os dias me deixam atravessar uma nova porta e à mim, instabilidade e suspense é sim uma dádiva. Adoro o inusitado, desejo incessantemente os extremos. Decifra-me ou devoro-te. Ah! Vem! Mas arranca pedaço... Faz estrago. Me contradigo, não sou uma pessoa só... Que (des)graça seria se eu fosse linear e previsível? Gosto assim, louca, insana, mutável, disforme, irregular... Meu bem, eu sou como as nuvens na imensidão azul dos céus.


(Das infinidades de Almabela).

Nenhum comentário: