domingo, 3 de julho de 2016


eu te amo 
em meus humildes lençóis
 como contente suspiras
o suspiro de um sono profundo
amo a maneira que teu rosto
amacia minha roupa de cama
 como o peso de teu corpo
registra um pequeno declive
em meu colchão.
eu desejei um amor doce
e tu fostes doce
fico abalada
pois tu me roubas palavras
e muitas vezes me percebo
impedida de todas as pronuncias
sem a força das vozes
incapaz de verbalizar o que sinto
você desafia a minha gravidade
e transfigura meu ser
anseio de ti um reconhecimento
maior do que a minha própria poesia
porque conheço intimamente
o impossível ato
de retratar meu amor
de forma fiel
qual ele é



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