sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Retrospectiva


Me dói, me dói toda a falta que me causas. O espaço que deveria ser preenchido com teu cheiro, tua pele e nossos beijos está vazio. Tudo por culpa de nossa persistente mania de distância, tememos aproximações, toques e olhares. A cada novo encontro, parecemos regredir ao primeiro, com a mesma vergonha que tínhamos antes de eu ser completamente tua, antes de te ver exposto e me deixar exposta ao amor. Maldita hora que me deixei te amar, maldita hora em que aceitei a dor! Tão evidente sofrimento que se aproximava... porém me entregar era inevitável, um dia contigo valeria o mês de lágrimas... mas tudo que me resta agora são elas, salgadas e doloridas, rememorando toda a falta que me fazes como se fossem fotografias. Repito os dias e encontros intermináveis vezes até conseguir pegar no sono, e durmo assim... banhada nas lágrimas que me trouxeste quando aparecesses em minha vida provocando o maior de todos os caos que já  havia enfrentado. Durmo e a minha sina continua pois: estás nos meus sonhos também.  

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