segunda-feira, 2 de julho de 2012

Nordestino


De ti engendro o retrato do mais
Brilhante semblante gritante
Ante teu bolero carnavalesco
Todo bailado entre flores e frutos
Maduros das poucas memórias
De tuas humildes dezessete primaveras

Me há poucas palavras que
Descrevam o teu arquiteto resistente
Que te eleva e te preenche.
Como és capaz de tal leveza
Que não sei se invejo ou
Procuro como peito paterno?

Refúgio.

Contamos alucinados, apaixonados,
As conversas que fluem....
Pudera eu ter,
Ou pudera mais ainda eu ser
Todo o vocábulo necessário
Para explicar esses teus mares arretados,
Esses teus olhares exaltados...

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