quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Aí você não ri, você chora

“Acho que certas pessoas nasceram para serem amigas”
e me faz, me faz sorrir
prevalece em mim
fortuna minha
tuas mãozinhas hábeis
levam minha solitude embora

é mais do que possível
me arrancar uma dança
nos meus passos empoeirados
nosso bolero de amantes
amantes amigos
digo disso com ar no peito
feliz na alma!

Contigo tudo passa
Tudo volta também
Aquela sensação de criança
Bambolê, carrossel e balanço

Eu não sou fraca
Só estou um pouco perdida
Nas minhas entrelinhas
E minhas queixas
De dores inexistentes

Mas não tô bem, não
vem aqui,
Me abraça,
Que passa.

Eu poderia ser diferente

Eu não mato a saudade
A saudade me mata
Eu que sou tão normal...
Tão infantil e linear
Eu que tenho um rosto imemorável
Um íntimo calado
Eu que tenho mil dissimulações
Não consigo ler tuas linhas
Por causa dessa dor que nunca senti
De não ter um amor que não tive

Há algo mais infeliz que isso?
Minha mente revirada em bordel
Minhas simplicidades
Tentando entender tua complexidade
Teu emaranhado confuso
Tua infidelidade contigo
Deslealdade íntima

Namoro com minha desgraça
E me amarguro com facilidade
É uma lástima pessoal irreversível
Porém o pouco tempo que passo contigo
Faz valer
Meu gênio fácil acaba por consentir
Tua morada decadente
De princípios miseráveis
No âmago da minha mente

Porque, por mais absurdo
É você quem me faz feliz.
E de repente,
A saudade chega
Sem bater na porta.

Monotonia

Meu nome é distância
Distância de mim,
esquivando de ti
Distância e fuga fingida
Não me entrego, tão pouco nego
Sinto medo
É, sinto medo.

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Elas são loucas,
Completa
Mente
Loucas.
Insanas e piradas
Histéricas descabeladas
Mas, loucamente apaixonadas.
Por ti, por ele, para ele
Não dá para escrever sobre isso.

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Se ele tivesse a beijado
Não teria a escrito
Mas, se ele tivesse a amado
Seu sorriso seria perpetuado.

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No estrondo do silêncio
Eu paro e penso
Eu odeio tudo que escrevo.

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E bebe, mas bebe, bebe tanto
Que quanto me beija,
Fico de porre.